quarta-feira, 6 de julho de 2011

MINHAS RECEITAS DA PROVENCE E ILHA DO MEDITERRANEO

Minhas receitas da Provence, não são minhas...quem me dera! Esse é o  nome do livro da PATRICIA WELLS e é também um dos meus livros favoritos. Ele não é um livro de bolos, ele é um livro de tudo, de idéias, de uma cultura "slow food", de um povo que cultiva o hábito de viajar, as vezes, 100 km para a loja de queijo que ouviram falar não sei de quem, mas que faz um super queijo cremoso, com acidez não sei que lá e aí vão falar sobre esse queijo dessa mini loja da micro vila por quatro horas. Ou de uma gente que acorda mesmo mais cedo para entrar na fila daquela boulangerie específica (não serve outra!) só para comprar aquela baguete. São capazes de fazer concurso da melhor torta de peras, até aí tudo bem, se fosse mesmo um concurso, mas CADA UM DA VILA sai por aí experimentando cada torta de pera que acha pelo simples prazer dele descobrir SOZINHO onde ELE acha a melhor torta PARA ELE. E assim por diante.Eu, em definitivo, fico no chinelo diante da obsessão gastronomica dos franceses. Já morei lá, morei em Paris e só não enlouqueci porque naquela época, eu ainda não fazia nem um suco de laranja, meus caros! Foi lá, em Paris, que minha história com comida começou. E não antes. Jovens da minha idade, 20 e tantos anos, arrancavam os cabelos na disputa do melhor brie e eu ainda mal entendia o catupiry...sim, foram eles em definitivo, que me deixaram com essa maluquice gastronomica para sempre, roubando pinolis da mãe, fazendo os amigos viajarem na Espanha para encontrar o pueblo do alho, ou brigando com o marido porque ele não sabia caçar coelhos...(alguem sabe?) Minha maluquice se tornou incurável, não quero a cura. Não quero comprar pão em padaria com cara de supermercado com farmacia. Quero padaria que cheire a pão. Quero bolo que não seja de pacote. Quero mandioca verdadeira. Quero que todo mundo entre na cozinha. Quero que todo mundo plante beterrabas e abobrinhas na varanda dos prédios. Menos, Adriana, menos. Não, hoje eu não bebi. Apenas voltei a ler a Patrícia Wells. Querem ficar igual? Comprem o livro.
Eu IA fazer o bolo de UVAS FRANCES  só para comparar com o bolo de uvas ITALIANO como falei ontem. Acontece, que lendo a receita, eles SÃO IGUAIS!!!!! Muda um pouco a proporção de açúcar, a farinha é a branca e não a organica e as uvas são com outros nomes, mas é isso! Mas tem trechos do livro deliciosos de se imaginar- vamos lá:  "em setembro, tenho caixas e mais caixas de uvas da pós colheita do vinho. Adoro a textura rústica e crocante que as UVAS COM SEMENTES conferem a este bolo, portanto eu recomendo as uvas ZINFANDEL, CORNITH E CABERNET... mas quem prefere as uvas sem sementes, eu recomendo a RED FLAME. " Hã?????????????????? Quando vou ao supermercado, eu simplesmente pergunto, o moço, qual é sem semente aqui? Como eles me deixam no chinelo gourmet,gente¹ A única coisa é que acho que para esse bolo o legal são uvas vermelhas, COM OU SEM SEMENTES, porque as brancas vão ficar da cor do bolo realmente. Fico imaginando eu no Pão de Açúcar pedindo ZINFANDEL para um bolo!!!!!!!!! E ele ainda termina dizendo- "bolo fascinante e não tão doce que aparece nas mesas de todo campo na Provence na colheita de outono." Juro que um dos meus sonhos é colher uvas no outono lá na França ou maçãs na Inglaterra ou qualquer coisa na Italia. Deve ser uma experiencia incrível. Ainda faço um ano de blog pelas colheitas!
Adriana, tá,tá, e o bolo de hoje? Tinha que manter o espírito do livro, virei mais paginas e aí está.
BOLO FIADONE- O BOLO DA CÓRSEGA

Untar uma forma redonda de 23 cm de diametro. Pre aquecer o forno a 165 graus.
6 ovos, gemas e claras SEPARADAS.
135 grs de açúcar.
Essencia de baunilha
1 quilo de ricota (nada de coisas lights, please! Ricota mesmo)
casca ralada de dois limões sicilianos
açúcar de confeiteiro

Na batedeira- Bater as gemas com baunilha, açúcar. Juntar ricota com as cascas de limão.
DELICADAMENTE acrescentar as CLARAS BATIDAS EM NEVE.
É só isso. Unica coisa é o tempo de forno- mais ou menos UMA HORA E MEIA. O bolo deve FICAR DOURADO.
E deve ser servido em fatias fininhas. O meu está lá, dentro do forno. Minha mãe ja foi dormir com a Yasmin. O Rafa já está no sétimo sono. E eu, fazendo bolos...
Mais um pouco do texto dela e voces entendem PORQUE ESCOLHI ESSE BOLO-
"Leve e fofo, posso considerar este bolo como a SOBREMESA MAIS POPULAR da Córsega. Essa ENSOLARADA ILHA DO MEDITERRANEO ...costumam servir esse bolo individualmente, com esse gosto de sol do limão siciliano, junto com uma sodinha, típica da região, perfeita para uma tarde calorenta de julho. Delicado e Dourado."
GENTE, COMO NÃO FAZER ESSE BOLO????????????????????? Fotos, voces ja sabem, só sexta feira.

2 comentários:

  1. Dri,
    Como vc sabe, sou seu fã. Tenho seguido com frequencia seu blog e até me arriscado a fazer algumas das suas receitas. Não preciso dizer que tem sido sempre um sucesso. Como principiante, com frequencia tenho algumas duvidas com relação a detalhes das receitas quando nao sao bem especificas... Na receita de hoje (Bolo Fiadone), daria pra vc dizer quanto de açucar e de baunilha ? Abração e continuado sucesso na sua empreitada! Roland.

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  2. OI Roland!!! O açúcar está lá na receita homem!!!!135 grs. Agora a baunilha, se voce for usar a fava, corte ao meio e raspe um dos lados. O outro lado, voce guarda para outro bolo, e a "fava" propriamente dita, voce deixa em um pote de açúcar aí voce já tem um aromatico e maravilhoso açúcar de baunilha!!!!! Pode mandar duvidas. No problem, sir!

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