segunda-feira, 18 de julho de 2011

JOÃO DEITADO NA PEDRA DO BAÚ


Não sei explicar como foi esse dia lá em cima, na Pedra do Bau.Quem subiu com a gente foi a Regina Célia, do Bolão Caipira...para apresentar a "outra" DONA DO FUBÁ, a Maria do Carmo. Ela nunca tinha me visto, mas já estava lá com a fornalha acesa, o cafezinho pronto para nos receber como velhos amigos na casa dela. Chegamos com o sol se pondo, em tons de cor de rosa, laranja, azul turquesa, um vento frio mais gostoso, com a Pedra do Baú ali, quase tocando com as mãos, imponente, enorme, única. As crianças correndo por ali, pulando , com gorro e luva. O jardim cheio de flores. E eu, a Regina e a Carminha (nesse momento, já Carminha!) para a cozinha para fazer mais JOÃO DEITADO...Acho esse nome muito engraçado, queria saber porque João, e não Pedro, Paulo, Miguel...isso eu não consegui descobrir. Agora porque o Jõao está deitado, é bem óbvio. é o tal bolo de fubá enrolado na folha de BANANEIRA, como um "rocambole". Ela me contou que também pode ser PAU A PIQUE, e aí cada um chama como bem entender. Eu gosto de JOÃO DEITADO. Ela ja tinha feito já de manhã bem cedinho, uma PANELADA para subir para a Pedra do Baú. O marido dela tem um quiosque ali, junto a Pedra, vendendo um pouco de tudo para os aventureiros da Pedra...que, espero, já tenham todos descoberto o João! Eu já tinha comido de alguns lugares, de algumas "padocas" da região, ou em algum café de alguma vilinha por aí, pelas Minas, mas nunca um João tão caprichado, macio, perfumado e fofinho. Claro que tem uns TRUQUES, que ela não esconde de jeito nenhum, mas já é a mão dela, o ponto, o olhar, o saber fazer. Perguntei como faz se alguem quer encomendar, fora o quiosque lá de cima da Pedra. Dá para ligar para ela no celular. Mas pega? As vezes...ou seja, arrisquem, porque VALE A PENA esse tal de João.
Acendendo a fornalha, a lenha
 




 O JOÃO DEITADO e a Carminha
E eu tentando enrolar o João...


O João pronto para ser comido




Vou escrever a receita e os truques, mas acho mesmo que nada se compara a subir lá, comprar o João, sentar por ali, ver essa lua, com essa vista (Feita do Quintal dela!). O telefone dela é 12-97017187. Torçam para atender. Ela vai do jeito que vou escrever ou recheia de goiabada, ou queijo.
AÍ VAI-
1 quilo de fubá
1 litro de leite QUENTE
6 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de erva doce
1 colher de sopa de canela
6 colheres de margarina "derretida" no leite (lembram que eu falei da margarina em vez da manteiga?)
1 xícara de óleo também misturada no leite.
1 litro e 200 ml de leite FRIO (essa quantidade de leite varia um pouco conforme o fubá seja grosso ou fino, etc etc, essa é uma medida aproximada com fubá grosso, em um dia de frio...por isso que falei que muita coisa também depende da DONA DO FUBÁ...)
1 xícara de farinha de trigo.
2 colheres de sopa de fermento
1 colher de café de sal
1 colher de café de bicarbonato
Eu achei que já estava bom de ingrediente, quando ela volta do QUINTAL com um INHAME e rala ali, na hora...
Isso foi uma das coisas que mais achei legal desse saber "popular" em fazer bolos, usar ingredientes locais, mais com um uso inusitado da moranga, do inhame, da mandioca.
E de quebra, uma receitinha de SUPER SUCO- de LIMÃO CAIPIRA com um INHAME. Bater, tomar.
Queria mandar para ela o livro INHAME INHAME. Acho que a Sonia Hirsh pesquisou por lá o que elas já sabem desde pequenininhas. Mas de qualquer forma, para mim foi uma descoberta o uso desses ingredientes, dessa forma.
Vai misturando tudo, no BRAÇO mesmo, e só no final, coloca o inhame e o leite frio até dar o ponto. A MASSA é QUASE LIQUIDA, não fica com textura de bolo..dá para ver na foto eu tentando enrolar o João, porque dá medo que ele ESCAPE pelas laterias...ai, esses homens! Mas ELE NÃO ESCAPA! Surpreendentemente, ele fica lá paradinho, na FOLHA DE BANANEIRA, que a gente enrola, umas tres voltas e coloca na assadeira. Dá para fazer no forno normal, não precisa de fornalha. Ela é só mais um dos charmes desse bolinho TÃO, mais TÃO especial que adorei aprender a fazer.
Essa quantidade faz uns vinte e cinco do João. E acabem, garanto que acabam.
Eu tinha encomendado com ela um panelão inteiro, para a família toda...MAS por causa do ACIDENTE, as coisas não saíram como planejei. mas quer saber? Agora subo com todos eles, para comer muito João Deitado lá em cima.
As crianças comeram TRES JOÃO cada um!!!!!!!!!!!! E assim fomos nos despedindo desse dia, desse lugar, dessas mulheres tão especiais, que sem me conhecer, abriram suas casas, seus truques, seus bolos. Por nada. Por gentileza. São dessas pausas que escrevi, desse fazer manso, tranquilo, fazer bem, fazer por generosidade. Quantas coisas por ai, pelo Brasil, cada canto, cada casa, cada família. Esses bolos deveriam ser DENOMINAÇÃO DE ORIGEM, deveriam fazer parte do SLOW FOOD...adorei participar um pouco disso.
Descemos a serra com a lua gigantesca, o cheiro de madeira no ar, da lenha, do João.

OLIVIER ANQUIER, AS DONAS DO FUBÁ E EU

 A primeira vez que vi as duas, foi no programa do OLIVIER ANQUIER, no GNT. Ele comia com uma cara de MON DIEU! O que é isso? Com sotaque francês, é claro! E eu reconheci a natureza em volta, essa natureza forte, marcante. Mas não sabia onde elas estavam. E passou. Esqueci. Muito tempo depois, por causa do blog, conversando com as pessoas aqui em Gonçalves sobre bolos e pessoas, me falaram de duas mulheres, “lá pro lado se São Bento” que fazem bolos incríveis. Mas como acho as duas? Pergunte pelo Seu Benê. Tá.

São Bento do Sapucaí. Vizinho de Gonçalves, mas ainda  São Paulo. Meu pai, com 24 anos, começou aí a carreira dele de juiz de direito. Diz ele que para falar com a minha mãe, ia de charrete até CAMPOS DE JORDÃO, uma vez por semana, senão, sem comunicação. Pessoas viviam sem celulares, quem se lembra? Nem sei se eram histórias que criança acredita, mas nunca mais perguntei se foi ou não assim, então, para mim, ficou assim :imaginando meu pai andando de charrete para falar com a minha mãe ao telefone, e voltando a tardezinha, no meio do pasto, com vacas, ovelhas...a carreira de juiz no interior era assim, galinhas de presente “pro seu juiz!”. O que teria sido para meu pai se em vez de galinhas, tivessem sido mulas, burricos, boi brabo? Quem conhece meu pai, entende! Não dá para imaginar!!!!!!!





Muito tempo depois, compramos nossa roça em PIQUIRAS, bem perto de São Bento. Tenho um caso de amor com a PEDRA DO BAÚ, acho uma das paisagens mais lindas , de qualquer lado que se olhe. Revi o programa do Olivier, lá estava a “minha” Pedra, a minha vista. Realmente, preciso me encontrar com elas. O Seu Benê, que me falaram, é o proprietário do restaurante SABOR DA SERRA, e provavelmente, uma das pessoas que mais entende da região e seus costumes, suas festas. Basta conversar com ele cinco minutos. Sabe qual bolo vou fazer com você no blog? Qual? O de BATATA DOCE VELADA. Velada? É...mas isso é outro causo, para outro dia, para outro bolo. E foi ele quem me apresentou para a cunhada, a REGINA CÉLIA, que entende de doces como ninguém...e foi ela que fez comigo o BOLÃO DE FUBÁ, CAIPIRA MESMO! Ela chama o bolo assim, pelo jeito rústico de fazer, de misturar. É na PANELA MESMO, em cima do FOGÃO A LENHA, com a BRASA POR CIMA do bolo. Adorei fazer, assar, comer esse BOLÃO CAIPIRA MESMO!...mas acho que só ela mesma para saber quanto tempo, afinal, depende da temperatura do fogão a lenha , tem que deixar o bolo na parte não tão quente, senão, ele “queima” antes da hora e o bolo fica cru. Tem que colocar a brasa por cima, esperar o tempo do fogo. Ela diz trinta, quarenta minutos, mas realmente vai depender do fogo. Desenformar esse bolo, é lindo! Cresce assim, dentro da panela, fica com uma casquinha crocante por fora, meio marron da brasa, mas não queimado, super amarelinho por dentro, fofo, com gosto de madeira, de brasa, de frio. Na Toscana, o de uvas. Aqui, o de fubá. Excelente. Caprichado. Dá para comer no Sabor da Serra, dá para encomendar com ela, dá para não perder o bolão caipira. Mas esse, para fazer, TEM QUE TER FOGÃO A LENHA! Senão, é outro bolo. Esse nasceu para a brasa.

BOLÃO DE FUBÁ, CAIPIRA MESMO.
4 ovos
3 xícaras de fubá
1 xícara de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1\2 colher de chá de erva doce
1 xícara de óleo
1 xícara de leite
1 colher  de sopa de fermento em pó Royal

MODO DE FAZER- Misturar o fubá, a farinha de trigo, o açúcar. Em outra travessa, misturar os ovos, com o óleo, o leite e a erva doce.
Misturar tudo, e por ultimo, acrescentar o fermento em pó.

DICA- Antes de colocar a PANELA NO FOGÃO, untar com 2 colheres de sopa de óleo para ajudar a desenformar o bolo depois.
E a outra mulher? Você descobriu? Sim, descobri com a Regina Célia, que me levou na casa da Maria do Carmo, mas isso já é outro dia...

domingo, 17 de julho de 2011

MINHA VIDA NA ROÇA

Hoje o ORGÂNICOS DA MANTIQUEIRA se superou! Fizeram um fogão a lenha ao lado da feira de orgânicos, com café, suco de mexiricas colhidas quase que na hora, bolo de cenoura, queijo fresco e, MEU DEUS! As BROAS!!!!!!!!!!! Eu já tinha feito broas de milho aqui no blog, ótimas, mas, do fundo do coração, nada, nada que se compare a essa. Claro, tem haver com o fubá, esse deve ser GROSSO, e não do fubá mimoso, fininho, que eles preferem usar para fazer bolinhos salgados fritos, os tais BOLINHOS CAIPIRAS (ótimos, aliás!), mas volto as broas! Além do fubá, tem o forno a lenha, tem o céu azul de inverno, tem o cheiro do café fresco ao lado, ou seja, difícil fazer igual...e tem também as mãos da DONA DELFINA, que completa 90 anos dia 10 de agosto ...e foi passando a broa de filha para filha, afinal tem DEZESSEIS  para continuar a tradição forno e fogão. Hoje, lá na feira, estavam a Maria da Penha e a Tereza Aparecida, (de Castro, por favor!).



 E assim foram sendo consumidas uma, duas, três broas, quatro, cinco, seis broas...e ninguém parava mais. Ainda dá tempo de subir a serra (COM CUIDADO, POR FAVOR!) e aproveitar Gonçalves, aproveitar as festas, que de juninas, passaram a JULINAS, de tão boas que são, aproveitar  as caminhadas, o frio, e comer essas coisas maravilhosas de quem sabe fazer, um fazer antigo, de quem sabe plantar, sabe colher. Sabe transformar milho em fubá, fubá em bolo, em broa, em dedo de prosa.
 E por falar em dedo de prosa, também tive a honra de conhecer  DONA SEBASTIANA DE ALMEIDA, que não sabe se faz 89 ou 90 anos, afinal, tem DOIS REGISTROS, mais comedida na quantidade de filhos, “apenas” OITO!  (e eu com esgotamento nervoso com apenas dois...) – ela e a família dela tem um açougue em Paraisópolis, bem pertinho daqui, e ela faz um TORRESMO FAMOSO, que atravessa a região, que conquista gente, paladares...ela me disse que até já cansou de tanta foto que fez...só não cansa de fazer os torresmos, os biscoitos, os bolos. Ela já estava lá, trocando receitas com as meninas da broa, e eu só lá de lado, escutando. Polvilho para cá, milho para lá, eu uso batata doce. Ah é? A gente costuma fazer com inhame. Ah, tem também aquele salgadinho, com um pouco de erva doce e queijo. É, e se a gente assar um pouco agora? GENTE, EU NÃO ESTOU BRINCANDO! Minha  manhã foi assim. DELICIOSA. Eu ainda não comi os torresminhos da DONA SEBASTIANA, mas comerei, porque segunda feira, a primeira cliente lá do açougue serei eu. E, quem sabe, de quebra, ainda faço um quitute com ela? Ah, e tinha oficina de PIPA também para a criançada. Eles, entre um picolé de amora e uma broa, uma pipa. Depois, suco, pipa. Depois, amendoim, pipa. Aí eu consegui meu dedo de prosa.

Saindo de lá, outra surpresa, também deliciosa. O RESTAURANTE PEDRA DO JAIR. Fica na VILA DO JUNCAL, mais afastado, em um lugar ALUCINANTE DE MARAVILHOSO, com um caminho incrível até o topo da pedra. Com outra mulher fantástica que assumiu o fogão  por lá. Faz quanto tempo? Só seis meses. Mas a senhora está aqui faz quanto tempo? QUARENTA ANOS, mas sabe por que não tinha o restaurante? Porque não tinha luz elétrica...ah, entendi. Ela viveu quarenta anos sem luz elétrica!  E a senhora gosta daqui? Não troco por nada nesse mundo. E, juro, dá para entender porque!


 Sem planejar nada, hoje foi a festa julina do Juncal, lá no restaurante dela, ficamos, é claro! Tinha de tudo um pouco, o tal do bolinho caipira (Esse eu volto para fazer com ela. Já combinamos!), canjica e arroz doce, a QUIRERA, claro! Pipoca, cachorro quente, bolo de fubá,pernil assado com um “pururuca” que eu nunca vi, batata doce assada no fogão a lenha, pinhão. Que “cata” no quintal, o quintal, é a pedra, a montanha, essa vista, esse infinito. E o pinhão, assa sabe como? NA FOGUEIRA ACESA!!!!!!!!! Pega bastante roseta (roseta?), sim, as garrinhas da pinha, essa que faz crec crec no fogo, junta com o pinhão, taca fogo e quando ele apagar, está na hora de comer o pinhão. Me pergunto- como, como NÃO VIR para cá? Esse lugar é mágico. E a lua ali, acompanhando o início da festa, uma gente simples, que gosta do simples, que está feliz com o que tem, que vive o momento, porque tem que prestar atenção no frio, na chuva, no sol, outono, inverno, verão, primavera. A gente sempre deveria acompanhar a natureza, não deveria? Aqui é época de morangos, de brócolis, de ervilhas frescas, de mexirica no pé. Saí de lá feliz, com canjica e pinhão.

Aí vai a receita TÃO especial de BROA DE MILHO DA DONA DELFINA, guardem, porque ISSO É RARIDADE!

1 quilo de fubá GROSSO
1\2 quilo de margarina ( reparei que elas preferem sempre o uso da margarina, por incrível que pareça, a manteiga não se produz aqui como imaginei, e fica mais caro, muito mais caro, do que a margarina. Então, Dona Delfina faz com margarina. Não sei o resultado usando manteiga, eu que NUNCA fiz nada com margarina!)
4 ovos
1\2 quilo de açúcar
600 grs de ABÓBORA COZIDA (o tipo que ela usou, é a moranga. Retira a polpa, cozinha, bate para virar um purê e utiliza 600 grs desse purê)
1 colher de café de bicarbonato- IMPORTANTE para a textura, Não dá para substituir.
1 colher bem cheia de fermento em pó Royal.
Misturar tudo à mão mesmo, com colher de pau e braço forte. Embrulhar na PALHA DE MILHO, colocar em uma assadeira, um do lado do outro. E assar. Quem tiver fornalha,....senão, no forno mesmo.

Quem não puder vir, por favor, tente fazer, passe um café e coma na varanda.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O ACIDENTE COM O CAMINHÃO E A LUA PARA ELES

Hoje não tenho bolos, nenhum bolo. Quarta feira, minha irmã, a Luciana e o namorado dela, sofreram um ACIDENTE com o carro, subindo a serra para encontrar com a gente. Um CAMINHAO ENORME virou em cima deles. Se estou escrevendo, é porque agora está tudo bem, mas escrevo como desabafo de um momento que agora, já passou. Escrevo para falar da IRRESPONSABILIDADE que se tornou para chegar aqui, essa serra para Campos de Jordão e, consequentemente, para cá, Gonçalves. Caminhoneiros e carros, todos. Sem respeito pelas faixas, ultrapassando nas curvas, voando com o carro, como se estivessemos todos sempre atrasados e nem sabemos para que. Não deixei meu pai e minha mãe irem até o local do acidente, deixei as crianças para eles. O que vi no local do acidente, fez meu coração parar de bater, acredito. O carro deles, deu PERDA TOTAL, e por questão de nem segundos, o que caiu em cima deles foi a CARGA DO CAMINHÃO e não o bicho propriamente dito. Eles já não estavam lá. Tinham ido para o hospital. Encontrei com eles algumas horas depois, chorando, cansados, com marcas e cortes, mas aqui, do nosso lado. Nesse tempo que fiquei resolvendo coisas, policia, seguro, policia de novo etc etc, conheci o caminhoneiro. A vontade era pular no pescoço dele, até que vi chegar o filho, a esposa, todos chorando e abraçando o pai, o marido. É forte ver o outra pessoa, entrar em contato com a realidade dela, nem que seja por alguns minutos. Ele também estava assustado, também estava machucado, é um senhor já. Acrredito que dormiu na estrada, fazendo esse trajeto três, quatro vezes por dia, todos os dias, e em cada curva, um risco para ele e para os outros. Deixei a família lá, se abraçando e agradecendo pela vida do pai. Fui embora. Fui também ficar ao lado da minha irmã. Quero que isso passe. A imagem fica gravada, é claro. Mas de alguma maneira, tem que passar. Tem a solidariedade das pessoas que param na estrada, da polícia que chega para socorrer, de tantas e tantas pessoas envolvidas. O acidente foi as oito horas da noite na quarta feira. O caminhão continuava virado as CINCO HORAS DA TARDE da QUINTA FEIRA!!!!!!!!!!!! Para voces imaginarem o tamanho da coisa toda.
Com a Yasmin e o Rafael, aprendi (ou melhor, estou aprendendo ainda) a dar grandes pausas, a prestar atenção em detalhes, tão detalhes, que sem eles, eu jamais teria percebido. Como o caminho que faz uma joaninha, a teia da aranha pendurada na janela de casa, a dobrinha do moleton que enrola e, como ela diz, dá uma "embolotada", as cores das coisas e a maneira como se expressam, com ainda tão poucas palavras, mas com imagens tão fortes de tudo que está no universo deles. Desejo agora essa pausa, esse detalhe, essa cor. O próximo bolo que fizer para eles será de CELEBRAÇÃO, celebração das pequenas coisas, do café da manhã que tomamos juntos, da blusa nova que comprei, da vista que se ve daqui e que não precisa de pressa para chegar. Ela estará sempre aqui, verde, cor de rosa, azul. Vou comprar um fogãozinho, com certeza. De preferencia, antigo, branco, de flores vermelhas, que só acende com lenha. E vou assar meu bolo.
Por hoje é só. Vou fazer fogueira com o Fábio e as crianças, o por do sol está acontecendo agora. Será a lua mais cheia do mundo. Prateada...para a Lu e o Ramiro.

terça-feira, 12 de julho de 2011

PÉ DE MOLEQUE DE PIRANGUINHO E AS AZEITONAS DE MARIA DA FÉ

Acordei com desejo de plantar OLIVEIRAS. Desejo básico,não? Mas aqui dá. Então pegamos o rumo de MARIA DA FÉ, conhecida por seu trabalho IMPERDÍVEL com oliveiras, azeitonas e azeites.

Só que no caminho, em vez de pedra, tem PÉ DE MOLEQUE, esse mesmo, o mais famoso pé de moleque da paróquia. O pé de moleque de PIRANGUINHO! Gente, a cidade RESPIRA PÉ DE MOLEQUE! Não sei como fazer para decidir o melhor, afinal, não dá para se entupir desse doce feito de amendoim e rapadura, e em versões mais “competitivas”, com leite condensado, chocolate, e até meteram o PÉ DE MOÇA, mais puxa puxa que o outro mais masculino... Voltando a Piranguinho, a cidade se divide assim em CORES- tem a barraca branca, a barraca prata, a azul, a laranja, a verde, a marron, deve ter mais várias que estou esquecendo, e aí tem a BARRACA VERMELHA. Paramos nela por  ser a mais famosa, o povo lá já entende do assunto desde 1936, e os docinhos tão famosos vêm embrulhados como sabonetes, amarrados com uma fita e escrito assim- “BARRACA VERMELHA- Somente nesta BARRACA VERMELHA são encontrados os AFAMADOS E TRADICIONAIS PÉS DE MOLEQUE, conhecidos em TODO O BRASIL, que eram vendidos na Antiga Estação Ferroviária de Piranguinho. A fama do nosso produto se deve também aos cuidados na escolha da matéria prima utilizada na fabricação.” E termina com uma frase bem atual- FAÇA SEUS PEDIDOS VIA INTERNET...precisamos ser malucos por pé de moleque para encomendar via internet.

Eu vou. www.barracavermelha.com.br. Mas já aviso, comprei também da barraca BRANCA E DA LARANJA (essa com o PÉ DE MOÇA) e todas são mais simpáticas que a menina da barraca vermelha...mas como não estou interessada na simpatia dela, e sim nos pés de moleque, vou fazer uma festa junina aqui em casa e teremos os srs jurados para conferir as barracas coloridas, degustação as cegas de pé- de –moleque. Eu não poderia sozinha... só confesso que já comemos uma quadrado inteiro da barraca branca, com esse gosto de RAPADURA CASEIRA (AMO!!!!!!) e amendoim quebrado em pedaços grandes...SÉRIO CONCORRENTE da Barraca Vermelha. Não são tão duros quanto os pés de moleque que comemos em Sampa, são mais como a textura de uma paçoca, e podemos escolher nas “versões” amendoim moído e amendoim em pedações. Aguardem!

Receitas eu não peguei. Acho que o legal é isso. O pé de moleque é de Piranguinho? Que seja. Tem coisa que deve permanecer assim, tem a graça da busca, da descoberta...esses eu nem quero saber, quero só comprar!

E aí, depois desse melado encontro no caminho, chegamos a Maria da Fé. Fiquei surpresa com o trabalho que se faz por lá. O melhor endereço para quem quiser conferir de perto é a “EPAMIG”, do Governo de Minas Gerais, e não sou política nem nada, apenas gosto ou não de uma coisa. E essa vale a pena...eles também plantam árvores de pêssego, cerejeira, amoras ...tudo lindo! Tudo pronto para eu querer colocar dentro dos bolos já! Aliás, daqui a pouco estou saindo para tentar encontrar meu forno! Já passou da hora...Voltei de lá carregada de azeitonas? Não! Voltei com as próprias OLIVEIRAS...compramos doze, só para ver qual vai melhor...são QUATRO ANOS de espera daqui para frente, assim é a natureza...imagine que máximo eu poder usar a nossa azeitona do TORORÓ (assim vai chamar nossa futura roça!) e nosso próprio azeite para a cozinha! Mas pode ser que nunca de em nada! Não faz mal, oliveiras são lindas...e sabem da última? Quando vamos à  ZONA CEREALISTA de São Paulo, Rua Santa Rosa, que também já falei aqui, o novo “hit” do momento são folhas de oliveira para EMAGRECER,...não sei se isso tem alguma pesquisa por trás...mas vendem sacos e sacos disso! Vou, pelo menos, fazer BOLOS E CHÁ. BOLOS E CHÁ...em uma tentativa maluca de comprovar os benefícios das folhas de oliveira, é claro! Os bolos são apenas um sacrifício em nome da ciência!

O Fábio saiu com as crianças, ver bezerro que nasceu ontem..., então não sei os nomes das oliveiras que compramos, mas sei que tem uma que é daqui, se chama MARIA DA FÉ, e estou adorando imaginar  a OLIVEIRA tão libanesa, na minha roça tão brasileira com nome de MARIA DA FÉ! Quem sabe, em quatro anos, vocês tem notícia das MINHA AZEITONAS E DO MEU AZEITE!

Por hoje é só...estou postando tudo atrasada...quando acho “sinal” por aqui, vou mandando. Não deixei NENHUM DIA SEM BOLO!
Até!

A GALINHA VÉIA VERSUS A CABRA VÉIA

Eu sei que o blog é de bolos...mas não dá para passar batido disso aqui,ó- “SE A CABRA É VELHA, A CHANFANA É BOA!”   Chanfana é um prato típico português que está concorrendo agora como finalista das “SETE MARAVILHAS DA GASTRONOMIA PORTUGUESA”  e o prato é feito com cabra veia...alguma semelhança com o que escrevi algum tempo atrás sobre a GALINHA VÉIA E A QUIRERADA??????

Pois é...sabedoria popular não tem erro. Eu, se fosse os supermercados, começaria a ter uma seção dos “veio”- cabra, galinha e porco, tudo velhinho, velhinho. Vai virar a seção gourmet mais badalada das prateleiras! Essa  matéria da cabra velha eu achei no PALADAR, caderno de gastronomia que mais gosto, do ESTADO DE SÃO PAULO. Esse artigo é do Dias Lopes e dá vontade de ir para Portugal quando acabar minhas férias por aqui, é claro- porque eu ADORO GONÇALVES! Ele cita entre os finalistas pratos como a AÇORDA ALENTEJANA, ALHEIRA DE MIRANDELA, AMEIJOAS À BULHÃO PATO, O BACALHAU À GOMES DE SÁ, e claro, O PASTEL DE BELÉM. Esse ultimo, tem que entrar aqui no blog. Qual será o melhor PASTEL DE BELÉM EM SAMPA? Quem tiver sugestões, pode me falar! E só para concluir  da QUIRERADA, eu comi ontem lá na festa junina do RANCHO BIJU, a própria, a autêntica, feita pelo REI da quirera, e agora me parece, é também o rei do PORCO NO ROLETE E DA FAVADA! Vegetarianos, afastai-vos deste homem, mas SANTO DEUS, o cara cozinha,viu? Acho, sinceramente, que lá na FEIRA DE ORGÂNICOS, que já falei aqui também, todos os sábados,  (é o máximo!) deveriam fazer as quireradas com galinha veia  do TIANA...aliás, ele tem uma versão para os vegetarianos também. Aí, quem sabe, começo assar bolos e afins por lá...e só ter um forno!


Voltando aos bolos...melhor passar para o próximo ...

A GOROROBA E O PARAGLIDER

Ontem  nós estávamos chegando com as crianças por aqui e vimos dois paragliders voando, um azul, o outro vermelho. Estavam lindos no céu, o Rafael ficou gritando, todo animado - balão, mamãe, balão...aí vimos uma plaquinha, PICO DA RAPOSA, VÔO LIVRE. Vamos? As crianças vão gostar de ver os paragliders...subimos, subimos, vista deslumbrante e dois caras prontos para pular no abismo. Um de laranja, o outro de amarelo. Já estavam com capacete, mochila, com cara de concentração. E um deles, o do amarelo, foi! Foi para o seu vô naquele céu azul que só a montanha em julho pode ter.

A Yasmin para mim- “Mamãe, que horas ele voa? E eu- Fabio, que horas ele sobe? E o Fábio- Ele não sobe. Ele caiu! O que?????????????????????? O cara CAIU?????????????????? Saímos correndo para a beira da “floresta” e o paraglider, o capacete, a mochila, estavam todos bem, só que láaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa embaixo! Sério que não acreditei! Foi no momento que chegamos. Imperdível mesmo foi a cara da Yasmin e do Rafael- sabe de desenho animado em que a boca abre e não fecha? NO MESMO DIA, chegamos em casa bem tarde e eu ainda não tinha a menor ideia o que fazer em relação ao bolo, afinal, assar sem forno, complica um pouco.

Como posso ter um projeto desses, passar quase um mês aqui e NÃO TER FORNO???????? Nem o meu forno a lenha tem forno, ele é uma “chapa” de churrasco velha da minha mãe, com uns tijolos que o Fábio construiu, ficou bonitinho, mas só serve para colocar pão e queijo na chapa no café da manhã com cheiro de lenha. E, no máximo, esquentar o café no bule. E só.

Fiquei vendo aqueles livros de receita meio antigos, que foram da minha mãe, depois a Mari, minha irmã, pegou, e eu trouxe alguma coisa para cá também. Alguém se lembra daquelas coleções tipo  Claúdia Cozinha- os melhores salgados, docinhos apetitosos, para impressionar...então, o livro que descobri a “gororoba” é um que se chama  DOCINHOS E BISCOITOS, ABRIL COLEÇÕES- esse eram quadradinhos de cenoura com frutas secas e achei a idéia legal para pic nic. Quando vi que NÃO VAI NO FORNO, é na panela e depois na travessa para esfriar e cortar, sabia que ia ser esse. Mas já aviso, a receita é muito doida, não tem a origem desse bolinho,nem a história, nem nada, parece meio libanesa, mas aí entra o leite condensado, o amendoim, sei lá...acho que foi alguém que abriu o armário, um dia, adaptou de algum árabe, e falou,  “vai isso, vai isso também e comam aí”... Depois não digam que não avisei.


BOLO GOROROBA DE CENOURA NA PANELA
700 grs de cenoura
400 grs de leite condensado
125 grs de manteiga
100 grs de pistache (sem a casca)
50 grs de uva passa (hidratadas em água por 10 minutos)
6 grãos de cardamomo
50 grs de amendoim (sem casca)
4 colheres de sopa de couz couz marroquino
2 colheres de sopa de mel
MODO DE PREPARO E MINHAS ALTERAÇÕES
Cozinhe as cenouras no vapor por 30 minutos, depois, passe no processador para virar um purê e deixe em uma peneira para escorrer o líquido por pelo menos meia hora.
Em uma panela, com a manteiga já derretida, coloque o purê de cenoura, o cardamomo em pó, as uvas passas, o mel, e SEMPRE EM FOGO BAIXO, acrescente os pistaches, os amendoins, o couz couz e o leite condensado para umedecer e ligar o composto.


Forre uma assadeira com papel manteiga, despeje essa massa uniformemente e salpique a superfície com um pouco mais de pistache para enfeitar. Deixe esfriar por pelo menos uma hora. Quando ESTIVER BEM FRIO, desenforme e corte em quadradinhos, podendo ser conservado na geladeira até a hora de servir.

ALTERAÇÕES QUE EU FIZ

Aqui, na minha roça, não tenho cardamomo, e por coincidência, tinha dessa vez, um pouco de noz moscada (para quem quer dicas- eu gosto de fazer talharini com manteiga, noz moscada e queijo parmesão. Assim, simples. Maravilhoso. Fica a dica). Cenoura e noz moscada, boa combinação. Ok, vai para a panela. AMENDOIM E PISTACHE? Não tinha. Dez da noite. Sabe o que tinha? SUCRILHOS ORGANICOS SEM AÇÚCAR, tipo flocos de milho-  pensei- ok, crocante também, vai dar uma liga, vai para a panela....e couz couz eu tinha. MAS achei estranho colocar o COUZ COUZ assim cru, então, coloquei um pouco de água fervendo por cima para hidratar, absorveu a água e aí sim, usei na receita. ALIAS, eu já tinha feito um bolinho com couz couz aqui no blog, no primeiro mês, mas bem diferente desse.

IMPRESSÃO QUE EU TIVE- que NUNCA, NUNQUINHA, essa receita iria funcionar, é uma GOROROBA na panela, ainda mais que EU NÃO TENHO PROCESSADOR aqui e tive que amassar a cenoura na mão, o que obviamente, deu um resultado “pedaçudo” e esquisito. Imaginem na panela...E também deixei o leite condensado ficar bastante tempo na panela até eu achar que deu “o ponto”, coisa que na receita, não falava nada.

Ah, e os pistaches por cima, para enfeitar...é claro que eu não tinha, então, enfeitei com granola...deu um ar super “paz e amor” para esses quadradinhos de cenoura, mas ninguém sabe do top secret leite condensado...existe orgânico? Eu não sei.
O Fábio olhou a GOROROBA e falou isso é um mingauzão, não vai virar bolo nunca. Vai, meu filho, vai! Só que eu, sinceramente, também achei que não.

HOJE DE MANHÃ, ele ERA UM BOLO!!!!! Deu para cortar em quadradinhos, é gostoso, NÃO É dos dezmais da minha vida, mas é diferente, e é bom. Levei para a FESTA JUNINA DO RANCHO BIJU, nada haver com festa junina, mas era o bolo do dia e eu queria que eles experimentassem. Só depois, quando voltei para casa, me lembrei que queria o FUBÁ deles, gente, vocês não tem noção o que é esse fubá do Rancho Biju...tem que vir para Gonçalves comprar...sinto muito, chicos!  Mas vale muito a pena.

BOLO DE HOJE- ACHEI A VERSÃO ÁRABE DA GOROROBA

Agora vocês façam e comparem, como eu.

Esse bolinho se chama HALVA e eu NÃO ME LEMBRO de ter comido isso, nem na casa da minha mãe, nem na “parentada” lá de Baurue olhem, que a mesa era farta,viu? Já viram o LANCHINHO em casa de árabe? Vem, querida, hoje tem pouca coisa, mas é com carinho,viu,habibe? Não tem problema, lanchinho simples, eu gosto. Kibe, esfiha, hommus, pão Pitta, coalhada seca, figo, nozes, tâmaras, damascos, os doces bem doces com pistache, só um lanchinho mesmo, até a hora do jantar. Ah, entendi.
Mas a tal da HALVA, esse eu nunca vi. Meu pai que me corrija. E esse livro que achei também é um mistério. Normalmente, livro para ser bom, tem que ter AUTOR, um cara que você já admire, ou que você sabe que cozinha muito, e mesmo assim, as vezes, no livro, a pessoa não é muito didática. Eu também gosto de livros com fotos, meu problema, porque devem ter livros excelentes sem fotos, e eu não sei o que estou perdendo. Mas eu me desconcentro, preciso ver a cor, quase como comer a foto. Acho que foi por isso que comprei esse, não me lembro mais. Porque ele NÃO TEM AUTOR! Se chama DISHY DESSERTS,  cheio de idéias legais, de todos os lugares, mas sem uma referencia, nada, nada. Apenas a editora- VINCENT SQUARE BOOKS. Com certeza, comprei pelas fotos. E pesquisa vai, pesquisa vem, me deparei com essa receita que TAMBÉM NÃO VAI NO FORNO, e deve ter sido daí que aquele brasileiro da gororoba se inspirou, na tal da HALVA.

Vamos lá-
350 grs de açúcar
2 paus de canela
Um pouco de açafrão (pistilos)
1 colher de chá de cardamomo moído
225 ml de azeite de oliva
350 grs de SEMOLINA
75 grs de amêndoas em laminas
125 ml de mel
2 colheres de sopa de amêndoas inteiras “brancas”
1 colher de cha de canela em pó
Colocar o açafrão  com o açúcar em uma panela com 600 ml de água e lentamente, levantar fervura, mexendo um poço. Adicionar a canela e o cardamomo por mais 5 minutos. Reservar para infusionar.
Em outra panela, aqueça o azeite de oliva e quando estiver quente, misture com a semolina, em fogo BEM BAIXO por uns 20 minutos, adicionar as amêndoas em lâminas. Colocar o “xarope” de açafrão e deixar ferver. Fora do fogo, adicione o mel e siga o mesmo procedimento da “gororoba”. Coloque sobre cada quadrado uma amêndoa inteira “branca” e um pouquinho de canela.

ADIVINHE QUAL EU GOSTEI MAIS????
Amanhã tem mais.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

PIC NIC PARA AS FÉRIAS E BLOGS

Por incrível que pareça. eu nunca acho tempo para ficar no computador. Meu tempo livre, eu acabo indo para o fogão, ou fico entre meus livros. Mas eu sabia, bem no fundo, sabia, que a hora que começasse com essa história de blogs de gastronomia, eu não ia parar mais...ontem fiquei até quase tres da madrugada lendo, me divertindo, bolando receitas, querendo ir plantar cenouras  e tomates coloridos. SOCORRO! Isso é um vício. Aí crianças pulam da cama bem cedo com pique de parque, e eu falo o que? Durmam aí filhos, porque eu passei a madrugada planejando um pic nic, mas agora não consigo sair da cama! É...perigoso! Claro que eu já tinha alguns blogs que costumo ler sempre, mas esse turbilhão de informações, essas imagens, nunca tinha realmente pesquisado a fundo, blogs de gastronomia.

Caminho para o pic nic... 

Hoje, vou "internacional"...aqui no Brasil, as pessoas não costumam fazer muito pic nic, coisa que nunca vou entender. Acho que a coisa que eu mais faço com o Fábio e as crianças é pic nic...subimos montanha, descemos montanha, praia, areia, parque, praça. qualquer coisa é um pretexto para o tal do "convescote". Fala sério! O palavrinha feia. O Fabio fala porque sabe que me irrita, muito mais gostosa é a palavra pic nic! Divertida, colorida, cheirosa, fácil de comer! E assim deve ser uma comida ao ar livre...sem muita frescura, queijo, vinho,suco, pão, BOLO! é claro. E blogs de gastronomia "importado" SEMPRE TEM PIC NIC. Isso é certo! Parece que essas mulheres nasceram para planejar pic nics! Santo Deus! Como tem tantos potes, toalhinhas, guardanapos, copos, cesta, tudo combina com tudo e voce quer comer tudo. COMO ELAS CONSEGUEM? O meu pic nic lá em Gonçalves, nada combina com nada, a não ser a nossa CESTA DE PIC NIC trazida da França que tenho o maior xodó e que minha mãe forrou com um paninho de galinhas porque tem "cara do campo", fora isso, nada de nada. é o que tem pela frente. Claro que eu queria tantos potes, potinhos, cestas. Mas nosso pic nic é, digamos, difícil, cada vez descobrimos um lugar novo, e as vezes, tão "complicado" para chegar que fico imaginando se eu colocar meiguices para o Fabio carregar...e aparecer um touro, sei lá, ele correndo e carregando potinhos que combinam com o guardanapo! MAS quem sabe, um dia, fazemos um pic nic mais civilizado, por exemplo, no Ibirapuera, aí sim posso levar tudo que quiser para combinar até com meu vestido!

Ufa...conseguimos (picnic na futura roça...!!!)


 Mas as COMIDAS DOS BLOGS IMPORTADOS! Queria fazer todas, levar todas! Como não dá, tenho um bolo para fazer por dia, escolhi hoje um que podemos levar bem fácil, ja que viajamos amanhã. Mas queria um que também servisse para café da manhã, já que não tenho forno e aí escolhi um MUFFIN DE AVEIA do BLOG 101 COOKBOOKS, blog que eu sempre li aliás, porque tem haver com os livros que tenho. Ela se chama HEIDI SWANSON e escreveu alguns livros, entre eles o SUPER NATURAL EVERY DAY, que já encomendei para o blog, mas ainda não chegou. Já fica a dica desse incrível blog, com esse jeito de comer tão colorido, descomplicado, rápido de fazer. Tão a cara de como deveria ser nosso jeito de comer..saudável, organico, sem desperdicio. Enfim, adoro esse blog. A cesta de pic nic será fotografada amanha, assim como o convescote. E  o FABIO acaba de chegar de São Paulo e já vai atualizar as fotos, se é que vai "aprovar" alguma, já que eu não conseguia tirar o "flash" da máquina. CLAUDIO, CADE VOCE??????? HELP!

MASSA DO MUFFIN
100grs de aveia em flocos
100 grs de farinha branca
100 grs de farinha integral
1\2 colher de chá de bicarbonato
1\2 colher de chá de sal
200 grs de manteiga
70 grs de açúcar mascavo
350 ml de iogurte integral
2 ovos

PREPARO
Misturar a aveia, farinhas, bicarbonato e sal. Derreter a manteiga e misturar com o açcar, juntar o iogurte e os ovos. Colocar os ingredientes "MOLHADOS" sobre os ingredientes "SECOS"  e apenas mexer para misturar à mão mesmo, já falei sobre isso na receita básica de muffin que falei dois meses atras. Apenas encher 3\4 das forminhas para muffins, senão elas "estouram".
Essa receita vai um CROCANTE por cima, que falamos CRUMBLE, que pode ser feito em maior quantidade e CONGELADO. Vai usando conforme precisamos desesperadamente assar um bolo!
CRUMBLE
85 grs de farinha
45 grs de aveia em flocos
70 grs de açúcar mascavo
1\2 colher de chá de sal
70 grs de manteiga derretida

Misturar tudo e colocar a manteiga no final. Deixar na geladeira.
Quando os muffins estiverem prontos para assar, colocar um pouco do crumble em cada um.
DICA IMPORTANTE DELA (E NAO MINHA!) LÁ NO BLOG - Assim que os muffins sairem do forno, retira-los da assadeira e deixar esfriando em uma grade porque senão muda a textura desses bolinhos que ficam TÃO melhores consumidos no mesmo dia, ou no maximo, no dia seguinte!
É a cara de um PIC NIC,não é? Também pode dispensar o crumble e simplesmente misturar à massa um pouco de fico seco, ou damasco seco, ou tamaras...e quando sair do forno pode colocar com um pouquinho de melado, mel, mapple...enfim, o que gostar! LINDOS PARA UM CAFE DA MANHA!
Mais blogs favoritos vou falando nas ferias, lá da minha roça!
Até.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

EMBRULHADINHO DE COCO...LEMBRAM?

É isso...férias na mãe e fico com essa sessão nostalgia gourmet...se bem que essa semana já teve Itália e França e são todos bolos novos por aqui! Agora esse, o embrulhadinho de coco, é realmente lembrança das épocas em que festa de criança tinha cara de festa de criança...nossas mães decoravam a casa com papel "krepon" em formas que diziam ser flores...a gente não prestava muita atenção nelas, afinal, a mesa com brigadeiros, diga-se de passagem um de cada tamanho porque tínhamos enrolado todas juntas lambendo os dedos  de manhã, aí não tinha mesmo como manter um padrão de apresentação...mas de sabor, tinha! Era O brigadeiro. E depois dos brigadeiros da TIA JADE nenhuma infância, nunca, nunca mais foi a mesma. Mas abrir mão dessas manhãs enrolando, destruindo e engolindo brigadeiros, JAMAIS! Aí tinham os salgadinhos, coxinha, empadinha, cachorro quente com molho de tomate de casa, os copos com fanta laranja (SEMPRE ODIEI! Mas estavam lá) ou suco de uva e as brincadeiras. Meu pai, INVARIAVELMENTE, desenhava a BUNDA DE UM ELEFANTE, vendava os olhos das crianças, UMA POR VEZ, as outras que "ja tinham ido" ficavam assistindo a vítima da vez. A vítima de olhos vendados, ia com o dedo na frente para tentar colocar o rabo do elefante de volta para a BUNDA, aí meu pai aparecia com um copinho em que misturava NESCAU COM ÁGUA, e a pobre criança, achava que tinha colocado o DEDO NA MERDA!!!!!!!!! Aí ríamos até não poder mais...e corríamos, e pulavamos, e brincavamos até a casa estar quase, apenas quase destruída. As lembrancinhas eram traques para estourar no chão ali mesmo. E simplesmente, bexigas coloridas. Não tínhamos garrafinhas térmicas com a nossa cara estampada para todos os amigos levarem para casa, nem tínhamos monitores para nos ensinar do que brincar e que horas ( a não ser meu pai, que acho que servia como um monitor, acho!), também a gente super se virava sem joguinhos eletronicos em que cada criança brinca sozinha. A gente gostava mesmo de brincar em grupo. As vezes, raramente, tinha o mágico. Pobre mágico. Todo mundo tentando descobrir os "truques" sem deixar o pobre em paz...nunca entendi como o mágico não desistia e ia embora, acho que a vontade real do mágico era esganar a gente! Mas nós não descobríamos tudo não, a magia ficava, ali, estampada na nossa cara. E aí, chegava a hora do bolo. Era bolo feito em casa, ou no máximo, na amiga da vizinha, que tinha mão boa para bolo. Que eu me lembre, a cobertura era de chocolate, brigadeiro, a vela colorida com um "fogo" só, não tinha show pirotécnico antes dos parabéns. Os parabéns eram simplesmente parabéns. EU ADORAVA!

Ser o centro das atenções, é sempre bom, não é? Mesmo para quem é tímido, imagino. Porque nunca vi criança chorar em parabéns (bebê eu ja vi, varios, mas criança,não!) . E acho que todas as mães irritadas com o desperdício de bolo já que a gente se entupia de brigadeiros, começaram a fazer bolos embrulhadinhos. Molhados de leite condensado e coco e empilhados no papel aluminio. Assim cada criança pegava o seu pedaço e o resto permanecia intacto. Sinceramente, eu acho que isso nunca adiantou muito, porque nós, as crianças, as pestes, abríamos cada pedaço, mordíamos, deixavamos para lá, e mais tarde, voltavamos, insaciaveis, com o fim dos brigadeiros, para os embrulhinhos prateados.O que sobrava era uma maçaroca espalhada pela casa inteira, NENHUM pacotinho fechado, bonitinho para o dia seguinte! E assim a festa ia sendo festa, os presentes rasgados, espalhados, nada de guardar presentes para abrir depois. Era um caos! Que saudade boa desse caos feliz! Hoje não tinha festa de ninguém, mas é férias dos meus, o que dá um pouco na mesma, com exceção dos convidados, então, foi o bolo embrulhadinho. Com uma pequena diferença, ele NÃO FOI EMBRULHADO. Saiu do forno e começou a ser comido, devorado, nem sei se sobrou algum para embrulhar. As fotos tambem ja foram feitas.Segue a receita do bolo embrulhadinho, com ele vem as festas de antigamente, que é a mesmíssima que faço para os meus filhos, vem as bexigas coloridas, os brigadeiros da Tia Jade, o papel krepon e as flores. O mágico, o elefante e seu cocô. E as gargalhadas. Façam. Vale a pena!













BOLO DE COCO EMBRULHADINHO
1 copo de suco de laranja
4 ovos, claras separadas das gemas
3 xícars de açúcar
3 xícaras de farinha
1 colher de sopa de fermento.

Bater as claras até firmar e estarem bem brilhantes (não será claras em neve) e ir adicionando as gemas aos poucos, juntar o açúcar e ALTERNADAMENTE, juntar a farinha com o suco de laranja. FORMA DE TABULEIRO, RETANGULAR, untada. Forno 180 graus.

Quando sair do forno, furar com um garfinho todo o bolo, e ESPALHAR uma lata de leite condensado com um pouco de leite e coco ralado. Depois que esfriar, cortar em quadrados, embrulhar no papel alumínio. Conservar na geladeira. Cantar parabéns e comer!

Ah, minha mãe me falou que hoje em dia VENDEM o papel aluminio  JA CORTADO para fazer esses embrulhinhos. Então, tá!
E aparentemente, eu ESQUECI de colocar a receita dos BOLINHOS DE CHUVA DA DUDA, porque é claro, não tinha medida, o que fez com que ela repetisse tudo de novo os bolinhos apenas para medir...

3 xícaras de farinha de trigo
1 1\2 xícara de leite
1 ovo
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de fermento.
Apenas misturar. Esquentar o óleo. Fritar. Colocar canela e açúcar por cima. Colocar um filme de vídeo bem, bem agua com açúcar e comer os bolinhos.
Até.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

MINHAS RECEITAS DA PROVENCE E ILHA DO MEDITERRANEO

Minhas receitas da Provence, não são minhas...quem me dera! Esse é o  nome do livro da PATRICIA WELLS e é também um dos meus livros favoritos. Ele não é um livro de bolos, ele é um livro de tudo, de idéias, de uma cultura "slow food", de um povo que cultiva o hábito de viajar, as vezes, 100 km para a loja de queijo que ouviram falar não sei de quem, mas que faz um super queijo cremoso, com acidez não sei que lá e aí vão falar sobre esse queijo dessa mini loja da micro vila por quatro horas. Ou de uma gente que acorda mesmo mais cedo para entrar na fila daquela boulangerie específica (não serve outra!) só para comprar aquela baguete. São capazes de fazer concurso da melhor torta de peras, até aí tudo bem, se fosse mesmo um concurso, mas CADA UM DA VILA sai por aí experimentando cada torta de pera que acha pelo simples prazer dele descobrir SOZINHO onde ELE acha a melhor torta PARA ELE. E assim por diante.Eu, em definitivo, fico no chinelo diante da obsessão gastronomica dos franceses. Já morei lá, morei em Paris e só não enlouqueci porque naquela época, eu ainda não fazia nem um suco de laranja, meus caros! Foi lá, em Paris, que minha história com comida começou. E não antes. Jovens da minha idade, 20 e tantos anos, arrancavam os cabelos na disputa do melhor brie e eu ainda mal entendia o catupiry...sim, foram eles em definitivo, que me deixaram com essa maluquice gastronomica para sempre, roubando pinolis da mãe, fazendo os amigos viajarem na Espanha para encontrar o pueblo do alho, ou brigando com o marido porque ele não sabia caçar coelhos...(alguem sabe?) Minha maluquice se tornou incurável, não quero a cura. Não quero comprar pão em padaria com cara de supermercado com farmacia. Quero padaria que cheire a pão. Quero bolo que não seja de pacote. Quero mandioca verdadeira. Quero que todo mundo entre na cozinha. Quero que todo mundo plante beterrabas e abobrinhas na varanda dos prédios. Menos, Adriana, menos. Não, hoje eu não bebi. Apenas voltei a ler a Patrícia Wells. Querem ficar igual? Comprem o livro.
Eu IA fazer o bolo de UVAS FRANCES  só para comparar com o bolo de uvas ITALIANO como falei ontem. Acontece, que lendo a receita, eles SÃO IGUAIS!!!!! Muda um pouco a proporção de açúcar, a farinha é a branca e não a organica e as uvas são com outros nomes, mas é isso! Mas tem trechos do livro deliciosos de se imaginar- vamos lá:  "em setembro, tenho caixas e mais caixas de uvas da pós colheita do vinho. Adoro a textura rústica e crocante que as UVAS COM SEMENTES conferem a este bolo, portanto eu recomendo as uvas ZINFANDEL, CORNITH E CABERNET... mas quem prefere as uvas sem sementes, eu recomendo a RED FLAME. " Hã?????????????????? Quando vou ao supermercado, eu simplesmente pergunto, o moço, qual é sem semente aqui? Como eles me deixam no chinelo gourmet,gente¹ A única coisa é que acho que para esse bolo o legal são uvas vermelhas, COM OU SEM SEMENTES, porque as brancas vão ficar da cor do bolo realmente. Fico imaginando eu no Pão de Açúcar pedindo ZINFANDEL para um bolo!!!!!!!!! E ele ainda termina dizendo- "bolo fascinante e não tão doce que aparece nas mesas de todo campo na Provence na colheita de outono." Juro que um dos meus sonhos é colher uvas no outono lá na França ou maçãs na Inglaterra ou qualquer coisa na Italia. Deve ser uma experiencia incrível. Ainda faço um ano de blog pelas colheitas!
Adriana, tá,tá, e o bolo de hoje? Tinha que manter o espírito do livro, virei mais paginas e aí está.
BOLO FIADONE- O BOLO DA CÓRSEGA

Untar uma forma redonda de 23 cm de diametro. Pre aquecer o forno a 165 graus.
6 ovos, gemas e claras SEPARADAS.
135 grs de açúcar.
Essencia de baunilha
1 quilo de ricota (nada de coisas lights, please! Ricota mesmo)
casca ralada de dois limões sicilianos
açúcar de confeiteiro

Na batedeira- Bater as gemas com baunilha, açúcar. Juntar ricota com as cascas de limão.
DELICADAMENTE acrescentar as CLARAS BATIDAS EM NEVE.
É só isso. Unica coisa é o tempo de forno- mais ou menos UMA HORA E MEIA. O bolo deve FICAR DOURADO.
E deve ser servido em fatias fininhas. O meu está lá, dentro do forno. Minha mãe ja foi dormir com a Yasmin. O Rafa já está no sétimo sono. E eu, fazendo bolos...
Mais um pouco do texto dela e voces entendem PORQUE ESCOLHI ESSE BOLO-
"Leve e fofo, posso considerar este bolo como a SOBREMESA MAIS POPULAR da Córsega. Essa ENSOLARADA ILHA DO MEDITERRANEO ...costumam servir esse bolo individualmente, com esse gosto de sol do limão siciliano, junto com uma sodinha, típica da região, perfeita para uma tarde calorenta de julho. Delicado e Dourado."
GENTE, COMO NÃO FAZER ESSE BOLO????????????????????? Fotos, voces ja sabem, só sexta feira.

terça-feira, 5 de julho de 2011

UVAS, ITALIA E JAMIE OLIVER


Livros de gastronomia, é fácil a gente ter (fora o preço, é claro!) pilhas, montes, dúzias. Todos lindos, prontos para serem consumidos, devorados...hã, hã. Só aqui mesmo na casa da minha mãe, ela tem a COLEÇÃO COMPLETA dos livros do JAMIE OLIVER...e as receitas feitas? NENHUMINHA. Fico imaginando quanta receita perdida, que ficamos olhando, olhando, um dia faço, ah, essa também...e esse dia nunca chega. Livros que valem a pena, é claro. Com pesquisa, investigação, livros que quem escreveu, ama o que faz, respira comida, livros que valem a pena investir para ter e DE VERDADE, para cozinhar. Quantas coisas perdemos sem fazer...acostumamos com o de sempre, as comidas que sabemos de cor, ou que nossa empregada já faz sem erro, ou que compramos sei la da onde, sempre igual porque todo mundo come.


 GENTE, PELO AMOR DE DEUS! Inventar coisas novas, copiar, modificar o que lemos, brincar com o livro...para quem ama gastronomia não tem coisa melhor. Nas aulas de papinhas, eu falo para as mães, claro que arroz e feijão, é ótimo, eu inclusive, adoro! Mas experimentar também TEM QUE FAZER PARTE. É como uma viagem, é como poder devorar um lugar sem sair daqui. Como podemos através de um tempero, chegar a Provence, comer em uma mesa na Toscana, sentir a energia de um lugar perdido na Patagonia...estou viajando?


 Sim, estou, mas é isso que sabores fazem com a gente. E depois de tanta filosofia, a viagem de hoje foi QUEBRAR OVOS NA ITALIA, como foi domingo: é que agora entrei de vez no pique italiano, e ja sei que vai ser assim por algum tempo, mas foi a Italia de JAMIE OLIVER hoje. Esse chef tão popular que tem gente que só por isso, já critica. Eu não. ADORO ELE! Sabe que o restaurante dele em Londres é lotadinho de brasileiro que trabalha lá? E todos também adoram ele, ele é DE VERDADE, sabe? AMA COMIDA MESMO, independentemente que sua cara estampe de panela a guardanapo de mesa, afinal, que mal tem isso? A PAIXÃO dele é autentica. ALIAS, QUE PENA que eu NAO SOUBE quando morava em Londres que o pai dele tem um PUB no interior e toda história dele com a cozinha começou aí. Pena! Mas tenho os livros, e estão sendo todos super bem usados.
O de hoje se chama A ITALIA DE JAMIE  e o bolo escolhido se chama BOLO DE NADA. NADA é o nome da italiana e o bolo não é de nada, é de UVAS!!!!!! Eu adorei. Fiz esse com a Yasmin, que quebrou 4 ovos perfeitamente, e comemos com as UVAS AINDA QUENTINHAS, estourando na boca. GENTE, FAZ O BOLO! DEPOIS NÃO DIGAM QUE NÃO AVISEI. Voces estão com uma pessoa testando e peneirando as melhores coisas para voces...FAÇAM! Tenho também uma versão desse bolo em outro livro, mas feito na região da Provence, esse outro ja fiz várias vezes e ADORO também, por isso, aguardem porque ele entra no blog sim, mas acho que fiquei com uma quedinha mais que especial por esse aqui.

Vai a receita- BOLO DE NADA
4 ovos em temperatura ambiente
270 grs de açúcar
180 grs de manteiga sem sal derretida
110 ml de azeite extravirgem
150 ml de leite
1 fava de baunilha OU 1 colher de chá de extrato de baunilha (um bom POR FAVOR!)
400 GRS DE FARINHA integral- A minha, voces já sabem, é da MIRELLA, TEM A ORGANICA INTEGRAL, vende lá no Quintal dos Organicos, vende no Santa Luzia, isso lá em São Paulo, outros lugares, tem que olhar no site da farinha... Fiquei meio em duvida  de usar só a farinha integral, então coloquei, 300 grs de farinha integral e 100 de farinha normal.
1 1\2 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
raspas da casca de dois limões
raspas da casca de duas laranjas
600 grs de uvas. Eu comprei das vermelhas pequenas sem sementes, Mas com sementes dá certo e também o JAMIE OLIVER fez com blueberry, nosso mirtilo. Diz que fica excelente.

Bater na batedeira os ovos com o açúcar por cerca de cinco minutos, aí acrescentar o azeite, o leite, a manteiga derretida e a baunilha.
Desligar a batedeira e misturar com uma colher de pau a farinha, o sal, o fermento, as cascas de limão e laranja. Deixe assim por uns dez minutos.
Depois, colocar uvas e misturar. Só um pouco das uvas. Assar por 15 minutos. Retirar o bolo do forno e colocar as outras uvas por cima. Terminar de assar, mais uns 40 minutos.

Eu fiz o bolo em forma retangular, tipo as usadas para fazer brownie, sem ter que desenformar, etc etc, apenas sair do forno, cortar em quadradinhos e comer.

SABE O QUE ACHO????? Que um CREME DE MASCARPONE vai ficar DELICIOSISSIMO com esse bolo e aí vira tipo uma sobremesa incrivel. Depois eu ensino para voces, ou um chantilly batidinho com mais sementes de baunilha. UI!
Ah, sobre fotos- estou ainda aprendendo, então hoje, eu sei que é péssimo sem imagens, mas voces tem que esperar até sexta,certo? Aí eu atualizo tudo, a foto esta feita, o bolo esta sendo comido...é só esperar para ver.

Até.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

DIA DE CHUVA E FRIO NA CASA DA MÃE!!!!!!!

Acho que eu precisava de um mes assim, de frio e chuva na casa da mãe! Sabe o que parece? O filme do Harry Potter (amo, adoro, eu queria ter escrito o livro antes dessa mulher!!!!!!!!)...sabe aquilo de voce pensar em um chá e ele se materializar na sua frente? Ou voce pensar em comer um bolinho de chuva e ele também se materializar na sua frente? Ou as vezes, voce voltar a ser tratada como criancinha e ir deitar QUASE UMA TARDE INTEIRA e tudo bem que a casa não cai? E ainda tem quem de comida, banho e leve as crias para passear, como a LU A SUPER TIA...ai ai como faz falta absurda familia morando por perto! Enfim, hoje volto um pouco a infância com BOLINHOS DE CHUVA, os bolinhos de todas as tardes de febre e gripe que eu tive. Lembro que eu ficava vendo sessão da tarde, com suco de laranja e bolinho de chuva. Tinha dia que eu nem queria sarar!!!!!! Eu ja tinha feito algo parecido no blog, mas foram bolinhos de ricota e não são o da infancia.

Quem fez esses foi a DUDA que não deixa fotografar, a não ser as mãos...mas ELA É REAL. Conhece as panelas aqui de casa mais que a minha mãe, já esta na nossa casa faz uns trinta anos...ela e a Cida. Sério, ela cozinha como uma libanesa quando precisa, faz pães, bolos, tortas, doces...fica meio triste quando falamos (AS TRES IRMÃS) que estamos de regime e queremos nada...serio, ela fica arrasada!!! Aposto que ela ESTA AMANDO essa história de blog, porque pelo menos por enquanto, ela está liberada para fazer UM BOLO POR DIA! E ninguem vai falar nada! Só que hoje eu de verdade desejei apenas e simplesmente BOLINHOS DE CHUVA, o clima, o frio, meu filhote com febre...tudo fez voltar para trás, e os bolinhos...ela tem até truques- óleo extremamente quente, fritam os bolinhos bem rápidos para uma textura mais cremosa por dentro, quase como crú...o outro jeito, que eu prefiro, é óleo quente, mas nem tanto e vai fritando tranquilo, para ficar douradinho e por dentro, fica como um bolo macio. O charminho dele é a canela com açúcar por cima. Senão, ele não existe. Foi indo um, dois, tres, quatro. Quer saber? Sem contas, por favor! E quer saber outra coisa? O RAFAEL NÃO EXPERIMENTOU BOLINHO DE CHUVA!!!!!!!! Pode? O negócio está sério, ele recusando bolinhos...acho que amanhã vou para o pediatra. Sem bolinhos.
O que eu penso amanha para se materializar na minha frente? Brincar de Harry Potter é uma das melhores coisas que tem! Ou pó de pirlimpinpin!!!!!!! Acho que vou desejar cafe da manha na cama com pão quente e manteiga e dormir até as onze! Que tal?
Até.

A "dona" do Ovosquebrados em época de papinhas!!!
Eu com a SUPER TIA, a Lu...
Nós duas com a mãe, dona de quase todas as receitas!!!

domingo, 3 de julho de 2011

O ROUBO DO SNOUBAR PARA O BLOG

Hoje o SNOUBAR virou PINOLI!!!!!!!! Em casa de árabe, onde o snoubar só se usa para rechear o kibe (alias, maravilhoso!) e como hoje não era dia de kibe e sim de FEIJUCA COM CAIPIRINHA E CALDO DE FEIJAO, achei que não tinha nada demais pegar o snoubar da minha mãe...TUDO PELO BLOG!!!!! Ela ficou um pouco bravinha, falou que estava guardando para o kibe e ainda falou -snoubar para o doce? tenha dó...NÃO, EU NÃO TENHO DÓ NÃO!!!!!!!! Eu quero é fazer as receitas, apareceu na minha frente eu traço!!!!!! E hoje apareceu essa receita italiana que comi com o Fabio uma vez em Roma (a Yasmin não tinha nem seis meses!!!!!!! E viajando por Roma!) e hoje achei essa receita nos meus escritos...mas na ITALIA, o SNOUBAR LIBANES VIRA PINOLI, fazem o pesto e os doces. Familia? Comeram quase tudo...é o sacrificio do kibe!!!

Só um pequeno detalhe a essa receita- o fermento que está escrito NÃO É O FERMENTO DE BOLO e sim o fermento para pão e pizza. Existem DOIS FERMENTOS  para pão, um é aquele de tabletinho que guardamos na geladeira, o outro é em pó, vendido em pacotinhos normalmente de 10 grs. Certo? Essa receita pedia um desses de pacotinho, de 10 grs. Se fosse usar o de geladeira tem que aumentar a quantidade porque ele não é tão concentrado. O resultado É DIFERENTE do FERMENTO PARA BOLO, também em pó, normalmente o royal. Esclarecido?
Esse bolo, por usar fermento de pão é, digamos, mais rústico, mais "massudão", mas é uma MASSA EXCELENTE, digna de acompanhar um café expresso italiano ou um daqueles cappucinos incríveis, cremosíssimos. Sério! Bolo DE PESO, eu escolheria fácil, fácil para incluir na minha lista de preferidos. Imagino que trocar por um fermento de bolo também deve dar certo, mas deve ficar outro tipo de bolo, esse é realmente bem italianão, e para mim, tem que ser assim!!!! E pinoli é um lance SUPER CARO ,mas eles estão só por cima do bolo, combinados ao limão siciliano. BEM AROMÁTICO. No blog também ja tem um desse estilo, mas é com azeite de oliva e limão. Bolos ótimos, rústicos, aromáticos. EXPERIMENTEM!
 BOLO DE LIMÃO SICILIANO E PINOLI

250 grs de manteiga derretida
500 grs de farinha de trigo
4 ovos
400 grs de açúcar
raspas  (casquinhas) de um limão siciliano e depois, o suco.
1 sache com 10 grs de fermento
pinolis
pitada de sal

Pre aqueça o forno a 180 graus. Unte uma forma com FUNDO REMOVÍVEL eforre o fundo com papel manteiga. Misture a manteiga, com o suco, os ovos e em seguida, acrescente os demais ingredientes. (Menos os pinolis). A massa é pesada para mexer, ese faz à mão...BEM ITALIANONA MESMO!!!! Até me imagino comendo azeitonas e bebendo vinho enquanto o bolo assa antes do café. Gente, eu juro que penso em outras coisas sem ser comida. Penso?
Cubra o bolo com quantos pinolis seu orçamento permitir. E NÃO ESQUEÇA o café, ou o capuccino ou o chá. Esse bolo nasceu para isso.
AH HOJE SAIU O VIDEO QUE FALEI - o de papinhas organicas. Está lá no facebook do QUINTAL DOS ORGANICOS.
Até.

sábado, 2 de julho de 2011

MAIS PAPINHAS, MAIS NINA HORTA E ELOGIOS


Ontem, fiquei sem energia, confesso!!!!!!!!!! Dei uma aula de papinhas orgânicas (outra!) lá no QUINTAL DOS ORGÂNICOS (http://www.quintaldosorganicos.com.br/), esse lugar que já falei tanto e que adoro, que me lembra os lugares que eu frequentava em Londres...aliás, novidade quentinha, eles estão fazendo o ESPAÇO DA WELEDA, com produtos maravilhosos e massagens! Toda mulher deveria ter tempo de fazer isso, o que? três vezes por semana? Eu queria todo dia! A dica está dada. Quero ser a primeira! A aula foi uma delícia, com direito a nenês e degustação de papinhas!

 Parece que a Alice gostou bastante...depois vai ter vídeo e tudo, aguardem!!! Aí a noite, foi a festa de níver da minha sogra  atrasado, e como eu já tinha dedicado o bolo de gengibre para ela, dessa vez, comprei aqueles de festa junina do Santa Luzia, embrulhadinhos na chita! O BOLO DE CASTANHA DO PARÁ ganhou! Como sei que assim não vale, o bolo que fiz foi OUTRO SALGADO DA NINA HORTA, que estava na mesmíssima pagina do bolo feio e delícia de polvilho, mas é um bolo SALGADO DE FUBÁ.



 Só não tive forças mesmo para escrever... E o bolo de hoje é uma perdição de NUTELA, com fotos LINDAS que uma amiga minha fez no estúdio dela de fotografia, a FERNANDA BOZZA (http://www.fernandabozza.com.br/), e quem não conhece o trabalho dela, favor conhecer...vocês vão ver pelos bolos. Não teve só o de Nutella, teve também de IOGURTE E LARANJA COM CAJÚ, mas esses eu já tinha feito para o blog.

Fora tudo isso, teve um ELOGIO TÃO LINDO feito para mim da KINHA, lá do ESPAÇO PARAMITA, que desculpem gente, mas fica IMPOSSÍVEL eu não reproduzir isso aqui, faz um bem,né?


¨Hoje os ovos foram quebrados aqui em casa.
Um dia perfeito, nem tão frio, sol apareceu e uma querida amiga me visitou e deixou a casa com cheiro e cor de maçã.
Hoje completaram sessenta dias de uma produção incansável de bolos diários. O projeto é delicioso e praticamente uma maratona (de engorda! rs). Não tem como não notar o rastro que eles deixam pela casa, onde quer que estejam. Praticamente todas as quartas os alunos de yoga da manhã aguardam ansiosamente a Dri Haddad chegar. Sabem que com ela vem também um tabuleiro ou um prato com algum bolo delicioso.
Assim como os bolos a Dri também deixa rastros. Dona de uma personalidade divertidíssima essa mulher cerelepe, amiga, chef, mãe e yoguini fala pelos cotovelos e alegra qualquer um com seus causos e novidades. A mais nova delas é o blog Ovos Quebrados onde ela se propos a fazer 365 bolos, um por dia. Lá encontramos receitas diversas de todos os tipos de bolo, sempre que possível com ingredientes orgânicos. Dá pra fazer uma busca pelo ingrediente que te interessar ou simplesmente se deliciar com a surpresa do bolo do dia! E o melhor… se você tiver a disponibilidade passa lá na portaria da casa dela e pega o bolo pra você!!! Genial não?
Já faz quase 4 anos quando esse figura apareceu aqui no Paramita. Eu estava grávida do Martim e ela bem no comecinho da gravidez do Rafael. Dei aulas de yoga para gestantes para ela até nascer meu filho. Pouco tempo depois nasceu o dela. Passado algum tempo ela voltou a praticar e hojeThanks God ela continua a irradiar sua bateria sem fim pelos quatro cantos do Paramita.
Impossível não compartilhar um pouco o clima que rolou aqui hoje a tarde…
Acredite se quiser Dri mas da hora que você foi embora já passaram por aqui mais alguns amigos e conversa vai, conversa vem, ACABOU TUDO. Agora sim entendo porque ficamos sem seu bolo em algumas quartas de manhã. Haja controle pra não atacar tudo em minutos."

http://www.paramita.com.br/blog/?p=414


BOLO DE FUBÁ SALGADO DO LIVRO "NÃO É SOPA", DA NINA HORTA

Está escrito assim- "é salgado e vem de Capivari, de Doninha, mãe de Maria Júlia Lopes e Elsie Lessa. No tempo de Doninha era assado e tampado com brasa por cima."
Só fiquei pensando na hora de fazer o bolo quem foi a Doninha...acho que ela fazia uns croches lindos e bolos maravilhosos, com uma varanda linda, cheia de flores caindo, algumas borboletas voando, a vista linda, e as galinhas "véias" ciscando por aí...com torta de maçã esfriando no parapeito da janela...não, não, torta de maçã não, PÉ DE MOLEQUE,né? Nessa imagem minha, ela está em uma fazenda bem brasileira e ESSE BOLO VALE A PENA!

1 xícara de fubá e 1 xícara de farinha de milho, misturadas.
1 litro de leite fervido com uma colher de erva doce.
100 grs de manteiga
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó, dissolvida em um pouquinho de leite
4 ovos (as claras batidas em neve)
1\2 queijo de Minas em fatias (PENA que não é esse, da Doninha...)
Escaldar as farinhas com o leite fervendo.
Juntar a manteiga, o fermento, o açúcar, as gemas e só depois, as claras em neve.
Arrumar em forma lisa bem untada e polvilhada de FUBÁ. Arrumar as fatias de queijo bem distribuídas, sendo algumas por cima do bolo. Assar em forno, por volta de 180 graus até a prova do palito. COMER QUENTINHO, COM CAFÉ FRESCO,À MODA ANTIGA.

AGORA, como o blog é de bolos de todos os lugares (Puxei a satdinha para o Brasil, afinal, mes de junho..)mas vou pular para a Italia com esse de Nutella. OUTRO QUE VALE ULTRA A PENA. FAÇAM.
E o melhor, em forminhas de cupcake não tem erro para desenformar depois...afinal, estão no papel...só tem que tomar o cuidado de não encher até o fim, que o bolinho cresce e "estoura", a massa cai toda no forno e em vez de cheiro de bolo, fica o cheiro de uma maçaroca queimando!!!! Será que eu já fiz isso? Encha até metade, 2\3...nunquinha até o fim. Unico cuidado.
CUPCAKE DE NUTELLA

100 grs de farinha
20 g de cacau em pó
140 grs de açúcar
1 1\2 colher de chá de fermento em pó
sal
40 grs de manteiga EM TEMPERATURA AMBIENTE
120 ml de leite
1 OVO
120 grs de NUTELLA
Avelãs para decorar

Em uma batedeira, coloque a farinha, o cacau, o sal, o açúcar, o fermento e a manteiga e em VELOCIDADE BAIXA, misture até ter uma consistencia de "areia". Aí acrescente lentamente o leite e o ovo e aase por 20 minutos a 170 graus. (um dos jeitos de ver é apertando um pouco o bolinho e ver se a massa "volta" um pouco com o toque, se voltar, está pronto!).
Espere esfriar, e VAMOS RECHEAR OS CUPCAKES...
Quando vi esse método pela primeira vez EU NÃO ACREDITEI, achei que cupcakes recheados eram um processo cirurgico, IMPOSSIVEL para os meus dotes manuais, PRATICAMENTE INEXISTENTES, alías, E NÃO É...como diriam os catalães, rechear os cupcakes é a coisa MAS GUARRA QUE HAY, ou seja, é uma esculhambação que da certo! Voce literalmente CORTAR O MIOLO do bolinho, com cuidado e com uma faquinha para ir ajudando. como se fosse uma "tampinha!" e GUARDE essa tampinha, aí voce coloca um pouco do recheio escolhido nesse miolinho e volta a fechar a tampinha!!!!!!!! Claro que fica uma aparencia IRREGULAR, meio torta, enfim...POR ISSO COBRIMOS TAMBÉM O BOLINHO!!!!! AHÁ! Além de claro, dar uma camada a mais de pecado, afinal o recheio e a cobertura são de NUTELLA!!!!

COBERTURA

250 GRS de açucar de confeiteiro
80 grs de manteiga TEMPERATURA AMBIENTE
25 ML de leite
80 grs de NUTELLA

Bater o açúcar de confeiteiro com a manteiga e lentamente, colocar o leite, sem parar de bater por uns dez minutos. A COBERTURA deve ficar bem, bem fofa. Espalhe por cima dos cupcakes. O recheio deve ser da NUTELLA puro! O DEUS! Da licença....por isso, TEM QUE SER CUPCAKE, voce come só um e da de presente os outros para o aniversário de uma amiga, senão virariamos todas umas pipas assassinas! Mas é bão,viu? ô...