quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PÓTOGÓTOT CUCORIZTÓ

 Pótogótot Cucoriztó...ela disse que viria fazer bolo em casa se eu falasse isso sem errar. É claro que não falei  ,ou melhor, falei, só que errei. Mas ela veio mesmo assim.Ainda bem. Ela é a Dorothea Hidas Piratininga, que escreveu um dos livros mais deliciosos de doces que eu já li- DOCES HÚNGAROS, RECEITAS E HISTÓRIAS PARA SABOREAR E SONHAR. Comprei o livro no Rio de Janeiro, falei que queria cozinhar TUDO desse livro, escrevi no blog. E pensei que seria ótimo se eu fizesse um bolo com ela. Só pensei. Nem sabia nada dela, pensei em escrever para a editora, coisas assim, mas ai vai passando, passando...um dia, em frente ao meu computador, vejo um nome de "seguidora"- DOROTHEA. Sim! é ela! FÁBIOOOOOOOO. É ela, a Dorothea!!!!!!!! Que você está falando, Adriana? (Adriana já é quando está ficando irritado...). O livro, Fábio. O livro que li inteiro na volta do Rio de Janeiro para você. Não acredito! A Dorothea? SIMMMMMM, Fábio. Ela mesma.
Escrevi na mesma hora- Dorothea, vem fazer bolo comigo? Só se você falar pótogótot cucoriztó...e aí a história segue.

Ela veio na minha casa segunda feira. Na hora que ela entrou, eu sabia que ela tinha cara de Dorothea, de açúcar, de história boa. Tão boa que ficou aqui comigo a tarde toda. E acho que de tantos e muitos bolos já feitos, assados, devorados por aqui, esse foi sem dúvida, um dos mais especiais. Ela perguntou qual bolo eu queria- eu tive vontade de dizer- TODOS! Fique morando em casa três meses, não se vá...mas não disse, ela teria medo de vir aqui. Disse apenas para ela escolher o que tivesse vontade. Ela escolheu a pagina 72 do livro. Porque é um bolo com espírito de Natal. Come-se com as mãos, SEM GARFO E FACA, come-se com a família em volta, come-se com as mãos misturadas, cada um pegando um tanto, muitos tantos. ADOREI ESSE JEITO DE COMER! Perguntei- conserva bem quantos dias? E ela- não sei, nunca dura!!!!!!!!!! Não dura mesmo, o meu ARANYGALUSKA acabou na velocidade de um jantar com meus amigos e um café da manhã, com o Rafael dizendo- mamãe, isso é malaviloso. Quero mais. Não dá filho, acabou. DOROTHEEEEEAAAAAA!
O Aranygaluska será feito no Natal, lá na minha mãe. Não dá para ficar sem.
Vamos a ela.
" Traduzindo ao pé da letra, aranygaluska é bocado, mas também pode ser nhoque (galuska) de ouro (arany), mas aranygaluska não se parece em nada com bocados ou com nhoques. Aranygaluska é um pão doce de luxo, e esse nome provavelmente se deve ao fato de a massa ser cortada em pequenos círculos (bocados) para crescer parcialmente. Já no forno quente, eles continuam crescendo até que se unem, formando uma única e dourada delícia.
Para mim, aranygaluska é a lembrança suave da garoa de São Paulo que caía nas tardes da minha infância. Os pingos d'água escorriam preguiçosamente pela vidraça da cozinha da tia Jutka enquanto ela preparava a aranygaluska. No momento em que ela colocava a massa para descansar, as portas e janelas da casa tiham de permanecer fechadas- com correntes de ar, a massa não cresce, ensinava tia Jutka."
Precisa dizer mais? Precisa de mais algum motivo para ter esse livro em mãos? é a cara do ovos quebrados!
FAÇAM, FAÇAM, FAÇAM!!!!!!!!!!!!! Tem jeito de Natal. Não percam por nada.

RECEITA DO PÃO DOCE DE NOZES COM GELÉIA DE DAMASCO- ARANYGALUSKA

5 gemas de ovos
100 grs de manteiga
1 colher de sopa de açúcar
25 grs de fermento biológico (dá um tablete e meio, desse fermento fresco de geladeira)
2 colheres de sopa de leite
600 grs de farinha de trigo peneirada
1 pitada de sal
leite em quantidade SUFICIENTE para se obter uma massa macia e uniforme (300 ml mais ou menos)
150 grs de nozes moídas
80 grs de açúcar
raspas de um limão
50 grs de manteiga derretida
3 colheres de sopa de geléia de damasco (pode ser outros sabores, mas nó fizemos esse. Quem sabe, geléia de cerejas)

PREPARO
Bater as gemas com 100 grs de manteiga, já em temperatura ambiente e uma colher de sopa de açúcar até que as gemas fiquem com uma cor amarelo-claro.
Dissolva o fermento em duas colheres de sopa de leite (na verdade, a Dorothea dissolveu com um pouquinho de açúcar, para o fermento já começar a "trabalhar" e só depois colocou um pouco de leite, sem esquentar nem nada.- Eu sempre dissolvi fermento no leite morno, essa eu não sabia!) e acrescente às gemas. Junte a farinha de trigo AOS POUCOS, alternando com o leite, adicione sal e misture com as mãos até obter uma amssa lisa e uniforme, se desprendendo dos dedos.
CLARO QUE FECHAMOS AS JANELAS. Como se a Tia Jutka estivesse aqui...
Deixe a massa em local quente e longe de correntes de vento. Nós colocamos em forno desligado, coberta com um panp. LINDA MASSA.
Deixe crescer por meia hora ou até dobrar o tamanho.
Unte uma forma alta com manteiga e AÇÚCAR (essa para mim também foi novidade! Deve ser coisa húngara!).
Misture as nozes trituradas com o açúcar.


Abra a masa com um rolo, na espessura de mais ou menos 2 cm. E com a ajuda de um cortador de biscoitos redondinho, recorte círculos de cerca de 3 cm de diâmetro.
Pincele cada um dos círculos de massa com manteiga derretida (AMBOS OS LADOS)  e vá acomodando por toda a forma, fundo e lateral, uma única camada, SEM SOBREPOR OS CÍRCULOS na assadeira.
Polvilhe com as nozes moídas e espalhe uma parte da geléia de damasco. Coloque as raspas de limão. Sobreponha mais uma camada e polvilhe novamente com o recheio, cubra com o restante dos círculos e pincele manteiga derretida por cima.
Deixe DESCANSAR NOVAMENTE, mais ou menos por uma hora.
Levar ao forno PRÉ AQUECIDO a 180 graus, por 45-50 minutos. Ou até os círculos se transformarem em bocados de ouro...


NÃO ESQUEÇAM que esse doce NÃO SE COME COM TALHER. O grande barato dele é REALMENTE comer com as mãos.
AH!!!!! Por falar nisso,  PÓTOGÓTOT CUCORITZÓ quer dizer PIPOCA. Assim, tão simplesmente PIPOCA. Fácil!
Até.

10 comentários:

  1. Que incrível encontro, hein? Arrasou!
    Ainda bem que teremos no Natal! Dia 25, quando acordarmos??
    Beijos

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  2. EU JÁ EXPERIMENTEEEEI ....rsrsrsr

    Angela, a sogra

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  3. Adriana, que delícia o seu blog, a sua energia e simpatia é contagiante.. e a simples leitura do seu artigo simplesmente um momento de prazer e descanso. Parabéns !

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  4. Adriana, você acabou conhecendo a minha grande amiga Dorothéa e agora vou ter que dividí-la com mais uma pessoa, você!!
    Conheço a Dorô (como a chamo) desde 2007 e desde então nossa amizade só cresce. Ela é uma pessoa incrível, com qualidades maravilhosas e escreve deliciosamente. Ela escreveu dois livros, e eu li ambos tão rapidamente que não levei mais de duas horas com dada um.
    Parabéns por ter conhecido a Dorô, você vai amá-la tanto quanto eu.

    Emilia

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  5. Dri, que 10!!! Super legal esse encontro de vocês duas!!E como diz sua seguidora Flavia Carro, só de ler seus artigos a gente já faz uma viagem. Beijos Tia Thê

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  6. quero comer com as mãos! quero quero!!

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  7. Dri, a Dorothea tem o apelido de Dorka ( no cloégio!!!)... no próximo encontro criem uma receita Dri&Dorka...
    adorei seu blog, seu texto e seu encontro com a Dorka... vou até fazer o Aranygaluska no Natal.
    Boas Festas!!!
    Léa Stella

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  8. Adriana, adorei seu blog, e mais ainda, adorei o relato de seu encontro com minha grande amiga/comadre/muitomaisqueirmã Dorothea, a querida Dorka. Já provei muitos dos doces da doceira Dorka, todos deliciosos e inesquecíveis, e já ouvi muitas das histórias da contadora Dorka, que sempre ficam indeléveis na memória.
    Mas acabo de lembrar que ainda não comi Aranygaluska! Já sei o que vou levar para o Natal com a família...

    Parabéns pela delícia de blog!

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  9. Meninas, esse foi um dos encontros mais legais do blog!!!!!! A-D-O-R-E-I fazer esse bolo! E a DORKA (ja aprendi!) é mesmo muito legal...com cara de açúcar. O mais legal é pensar que esse ano, em muitas mesas, vai ter doce hungaro! Show de bola!Dri

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